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Pernambuco confirma 4° caso de contaminação por superfungo

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A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco confirmou, nesta segunda-feira (29), mais um caso de contaminação pelo superfungo Candida auris, o quarto neste ano. O paciente é um homem de 63 anos, internado no Hospital Miguel Arraes (HMA), em Paulista, no Grande Recife, em Pernambuco.

De acordo com a pasta, o homem deu entrada no Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HMA com problemas ortopédicos e, após a notificação do caso, foi isolado. O hospital suspendeu os atendimentos neste mês após um caso de Candida auris ser confirmado na unidade de saúde.

Candida auris causa infecção na corrente sanguínea e outras infecções invasivas e é muito resistente aos medicamentos normalmente usados para combater fungos. Existem várias linhagens de C. auris, e algumas são imunes a todas as três classes de remédios existentes.

As três pessoas contaminadas antes do caso confirmado nesta segunda são um homem de 48 anos, no Hospital Miguel Arraes; um idoso de 77 anos, no Hospital Tricentenário, em Olinda; e um idoso de 66 anos, no Hospital Português, no Recife.

RISCO E TRANSMISSÃO HOSPITALAR
Segundo agências de saúde como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, do governo dos Estados Unidos, a taxa de mortalidade dos pacientes infectados chega a 60%. A transmissão geralmente ocorre em ambientes hospitalares, onde os pacientes já estão acometidos por outras doenças, o que contribui para o agravamento e a eventual morte.

Como é um micróbio relativamente recente – foi identificado pela primeira vez em 2009, no Japão -, ainda não há informações detalhadas sobre a forma de transmissão do Candida auris. Assim como resiste aos medicamentos, esse fungo também é mais resistente aos desinfetantes, o que torna mais difícil higienizar um ambiente contaminado.

Outra dificuldade imposta pelo Candida auris é de identificação. Exames básicos capazes de identificar outros tipos de fungos não servem para identificar este. Existem vários registros de vítimas que foram inicialmente diagnosticadas com outro tipo de fungo e tratadas de forma inadequada até que houvesse a identificação correta.

HISTÓRICO
O primeiro caso no Brasil foi registrado em um hospital de Salvador, em 4 de dezembro de 2020. A vítima estava internada em UTI para tratar de Covid-19. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o maior surto já registrado no Brasil ocorreu no Recife, que registrou 48 casos entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022.

O fungo foi identificado pela primeira vez nas Américas em março de 2012, quando acometeu 18 pacientes de um hospital na Venezuela. Depois houve casos na Colômbia, no Panamá e no Chile. Nos Estados Unidos, foi identificado pela primeira vez em 2016, em um hospital de Nova Iorque.

*AE

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