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Posse de Amaro no GSI ocorreu em reunião fechada com Lula

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O general Marcos Antônio Amaro dos Santos, que assumiu nesta quinta-feira (4) o cargo de ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), tomou posse em uma reunião fechada com o presidente Lula (PT) no Palácio do Planalto. O militar ocupou a Casa Militar durante o segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff e chegou a ser descrito como “sombra” dela.

Amaro chega ao GSI após o período de interinidade do secretário executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, na condição de ministro. Cappelli, que foi interventor da segurança pública do Distrito Federal, é de uma ala do governo que defendia a extinção da pasta.

Em sua curta passagem pelo GSI, Cappelli determinou a exoneração de mais 58 servidores do gabinete. Ao todo, 87 funcionários do GSI foram dispensados após os atos de 8 de janeiro em um movimento que ficou conhecido no Planalto como “desbolsonarização” do governo.

Lula, no entanto, resistiu às pressões que vinham de pessoas próximas, como a primeira-dama Rosângela da Silva, e decidiu manter o GSI no Planalto. Uma ala do governo defendia que um civil assumisse o gabinete. Esse grupo acabou vencido pelos ministros da Defesa, José Múcio, e da Casa Civil, Rui Costa, que convenceram Lula da necessidade de o GSI ser comandado por um militar.

A escolha de Amaro por Lula também tinha o objetivo de evitar novos atritos com as Forças Armadas após sucessivas crises na esteira do 8 de janeiro. O GSI foi historicamente chefiado por militares e sempre funcionou como mais um ponto de contato entre o governo e a caserna.

*AE

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