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Começou: Alta da gasolina nos postos supera previsão do governo e chega a R$ 0,60

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No primeiro dia da volta da incidência de impostos sobre combustíveis, o aumento de preço da gasolina na bomba chega a R$ 0,60, quase o dobro dos R$ 0,34 estimados pelo governo. No caso do etanol, apesar do imposto representar um acréscimo de R$ 0,02 por litro, a alta chegou a até R$ 0,20.

Em uma ronda realizada, nesta quarta-feira, em postos de norte a sul do Rio de Janeiro, o maior reajuste nos preço da gasolina foi registrado em um posto na Lagoa, Zona Sul da cidade. Lá, o valor do litro saltou de R$ 5,29 para R$ 5,89, uma diferença 77% maior do que a esperada pela equipe econômica. 

O combustível voltou a ser taxado com tributos federais em R$ 0,47, mas esperava-se que redução de R$ 0,13 do preço na refinaria, anunciado pela Petrobras nesta terça-feira, aliviasse o impacto para o consumidor do retorno do imposto. 

No etanol, o aumento também foi maior do que o esperado. Em um posto da Avenida Brasil, na altura do Caju, o combustível era vendido a R$ 4,59 por litro, um aumento de R$ 0,20 em relação ao valor anterior. Uma variação dez vezes maior do que o impacto do imposto sobre o litro, que é de R$ 0,02. 

Apesar do preço do litro do álcool ter subido menos que o da gasolina, os postos registravam baixa procura pelo combustível. De fato, em 23 das 25 capitais monitoradas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), apesar da diferença de valor entre os dois combustíveis, ainda é mais vantajoso abastecer com a gasolina do que com o etanol. 

— O pessoal tem usado muito pouco o etanol. Mesmo quem tem GNV no carro, têm colocado gasolina — disse frentista João Alexandre, ressaltando que o etanol atualmente é pouco competitivo. 

Nem mesmo em um posto em Manguinhos, no qual apenas o preço da gasolina foi reajustado em R$ 0,30, para R$ 5,39, o etanol, por R$ 4,29 o litro, não é a opção mais econômica. Para saber qual é a escolha mais econômica, o consumidor precisa fazer uma conta que leva em consideração o preço e a rentabilidade do combustível.

Foto: Márcia Folleto/Agência O Globo

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