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Mundo Cristão

Petição pelo fim da violência aos cristãos na Nigéria é enviada à Casa Branca

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Mais de 32 mil pessoas assinaram uma petição, solicitando ao governo americano que a Nigéria seja recolocada na lista de “Países de Preocupação Particular”. O documento foi entregue à Casa Branca, na última semana.

Embora a situação na Nigéria só tenha piorado ao longo dos anos, o governo Biden removeu o país da lista, que consta as nações onde a liberdade religiosa está comprometida. “No ano passado, o presidente Joe Biden removeu a Nigéria de uma lista de observação de perseguições religiosas. No mesmo ano, terroristas islâmicos, militantes e outros extremistas mataram 4.650 cristãos naquele país”, destaca a petição.

Segundo o texto escrito pela ADF (Alliance Defending Freedom) e pela Established by Revelation Media, “não é certo que a América deixe esses cristãos para trás. Devemos parar a matança”. As instituições ressaltaram ainda que a perseguição religiosa que ocorre na Nigéria é inaceitável.

A solicitação visa promover “opções políticas destinadas a fazer cessar as violações particularmente graves da liberdade religiosa”. Caso essas opções sejam esgotadas, “uma medida econômica deve ser imposta”. O documento destaca a possibilidade de sanções.
“Remover a Nigéria da lista sinalizou um desrespeito alarmante pelo estado de liberdade religiosa no país”, enfatizou Kelsey Zorzi, diretora de defesa da liberdade religiosa global da ADF.

“As autoridades falham em investigar e processar os perpetradores dessas atrocidades em grande escala e, além disso, processar e ameaçar os jornalistas locais que as noticiam”, salientou Zorzi.

Ela frisou ainda que a narrativa política é favorecida pelo Estado ao considerar que a violência do norte “é impulsionada por um conflito sobre a escassez de recursos como resultado da mudança climática”.

Segundo Kelsey Zorzi, “há uma lacuna incompreensível entre os relatórios do Departamento de Estado e o que os cristãos desesperados estão relatando aos defensores da liberdade religiosa aqui”.

Vale salientar que, nos últimos anos, milhares de nigerianos foram mortos e mais de dois milhões estão deslocados pela violência terrorista islâmica, no nordeste da Nigéria. O governo nigeriano alega que a violência no Cinturão Médio é observada há décadas e que faz parte de confrontos entre fazendeiros e pastores de ovelhas, além de reivindicações de terras e outros recursos.

Grupos de direitos humanos alegam motivação religiosa por trás dos ataques. Eles denunciam que a violência atingiu o padrão de genocídio.

“Nos meses de janeiro de 2021 a março de 2022, mais de mil cristãos foram martirizados na Nigéria e aproximadamente 4.500 foram sequestrados no mesmo período. Milhões de cristãos em todo o país, mas especialmente no norte, vivem com medo de serem os próximos”, denunciou um criminologista cristão que lidera a Intersociety — Sociedade Internacional para Liberdades Civis e Estado de Direito, que possui sede no estado nigeriano de Anambra.

Com informações Christian Post 

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