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Insegurança das urnas e restrição imposta pelo TSE dita relatório apresentado por Forças Armadas

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Sem poder ter acesso aos códigos fontes e com extrema restrição imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para acessar a Sala de Inspeção, as Forças Armadas, entregou o relatório da auditoria realizada nas urnas eletrônicas durante as eleições deste ano.

O documento aponta principalmente, para os limites dados pelo TSE, que dificultou um relatório mais detalhado sobre uma possível fraude no pleito eleitoral.

Em uma parte do texto, as Forças Armadas detalha que foram autorizadas pelo TSE apenas imagens estáticas, impossibilitando a execução dos códigos-fonte, dificultando a compreensão da sequência de execução de cada parte do sistema. Em determinado momento, o Tribunal autorizou a entrada dos técnicos, apenas com caneta e papel.

Também não foi autorizado acesso ao sistema de controle de versões do Sistema Eletrônico de Votação (SEV), bem como das bibliotecas de software desenvolvido por terceiros e referenciadas no código-fonte, o que dificultou análise de um sistema complexo com mais de 17 milhões de linhas de código fonte.

O documento ainda avalia que não foram informadas as estruturas acessadas e suas localizações, impossibilitando aferir a correspondência entre o código-fonte inspecionado e o efetivamente compilado, o que pode configurar, segundo o material, relevante risco de segurança ao processo.

As Forças Armadas detalhou que solicitou, junto ao TSE, por meio de pedido de esclarecimento, o compartilhamento do controle de versões junto com os códigos-fonte, o que permitiria identificar se a versão lacrada sofreu alterações após a inspeção, sendo negado pelo Tribunal.

Na conclusão do relatório, as Forças Armadas reforça que as ferramentas e procedimentos disponibilizados pela equipe técnica do TSE, foram insuficientes para uma análise mais completa e, que tudo isso, somado a ocorrência de acesso à rede, durante a compilação dos códigos-fonte, pode configurar relevante risco à segurança do processo eleitoral.

O documento ainda enfatiza que após o primeiro turno das eleições, foram sugeridas ao TSE, melhorias no projeto-piloto, com o objetivo de aumentar a eficácia das urnas, mas que nenhuma foi aceita.

O texto é finalizado afirmando que existe um suposto risco de que um “código malicioso” possa interferir no funcionamento dos aparelhos de votação e solicita uma investigação técnica urgente sobre eventuais riscos de segurança das urnas.

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